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Pinède
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IEFC - Forest pests and diseases - Consult - Pin-I-14
Common Forest Pests and Diseases in Europe - Pin-I-14

Gorgulho grande do pinheiro

Hylobius abietis (L) (Coleoptera, Curculionidae)

Hospedeiros

Todas as espécies de pinheiros (Pinus), pseudotsuga (Pseudotsuga) e picea (Picea).

Identificação

  • Em árvores jovens ou plântulas presença de zonas descascadas no tronco ou ramos associadas a exsudações de resina (Foto 1).
  • Frequentemente a parte superior da planta acima da zona descascada tomba ou morre (Foto 2).
  • Na Primavera e fim do Verão os gorgulhos adultos podem-se encontrar nas árvores, especialmente em dias de céu encoberto. Os adultos são negros com manchas cremes, com 8 a 14 mm de comprimento, e apresentam um longo rostro com as antenas implantadas na sua parte terminal (Foto 3).
  • Em pinheiros jovens podem-se encontrar dois outros gorgulhos: Pissodes castaneus (=P.notatus) e Brachyderes lusitanicus. No caso do P. castaneus as antenas estão implantadas na parte média do rostro, o gorgulho é mais pequeno (6-9 mm) e apresenta habitualmente coloração castanha com manchas cremes diferentes das do gorgulho grande. O Brachyderes lusitanicus é também mais pequeno (7-11 mm) e tem um corpo oblongo e preto. O rostro é muito mais curto e largo e as antenas estão inseridas na parte terminal.

Danos

  • Os adultos do gorgulho grande do pinheiro podem causar danos severos em jovens plantações e plântulas.
  • A actividade de alimentação dos adultos na casca do caule pode provocar o anelação e, em consequência, a morte das árvores jovens.
  • A mortalidade ocorre sobretudo durante os dois primeiros anos depois da plantação e os danos mais importantes surgem no início da primeira estação de crescimento.
  • As árvores sobreviventes apresentam menores crescimentos.
  • Os danos são mais intensos em plantas pequenas e de crescimento lento.

Biologia

  • Uma geração completa-se (do ovo a adulto) entre um a dois anos.
  • Os adultos invernam nas toiças, árvores tombadas e na folhada do solo.
  • Adultos alimentam-se de casca fina em Abril/ Maio e Agosto/ Setembro.
  • Os ovos são postos na base das toiças e toros.
  • A densidade populacional é muito variável e depende da disponibilidade de locais de postura e invernação (toiças e toros frescos).

Factores de risco

  • Viveiros e plantações jovens próximos de áreas submetidas a corte raso, e, em especial, próximos de áreas ardidas são mais susceptíveis ao ataque, sobretudo porque os adultos se reproduzem e invernam nas toiças.
  • As plântulas de pequenas dimensões têm mais dificuldade em superar os danos provocados pela alimentação.
  • As plântulas/plantas sob stress hídrico são mais susceptíveis aos ataques.
  • Plantas danificadas por um manuseamento pouco cuidado ou condições impróprias durante a conservação ou transporte são mais susceptíveis.

Medidas de gestão

Monitorização

  • Observação do número de árvores atacadas e do nível de danos.

Medidas preventivas

  • Remover o material adequado para as posturas, como toiças e toros frescos
  • Em áreas vizinhas ou onde se realizaram cortes, esperar alguns anos antes da plantação permitindo que as populações Hylobius esgotem os seus recursos e diminuam.
  • Escarificar o solo antes da plantação para expor o solo mineral. Isto diminui os danos porque os gorgulhos evitam permanecer em áreas com solo mineral puro.
  • Usar toros armadilha para atrair os adultos, destruindo-os após a sua colonização.
  • Escavar valas de 20-25 cm de profundidade em torno das jovens plantações, em particular se houver cortes rasos recentes na vizinhança (as valas só são efectivas se não houver, é claro, toiças e toros frescos na própria área plantada).
  • In França nos buracos de plantação pode-se aplicar Carbosuflão.

Meios de luta

  • Não há insecticidas registados em Espanha, Portugal ou França contra esta espécie.
  • In França as plantas jovens podem ser tratadas com Permetrina ou Deltametrina.
Foto 1: Pormenor do descasque do caule numa árvore jovem.
Foto 2: Perspectiva geral de uma árvore jovem com a copa vermelha.
Foto 3: Pormenor do adulto.
Foto 4: Um factor de risco: toiças na vizinhança de jovens plantas.

Fotos : María J. Lombardero


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