EFI : European Forest Institute
Support EFIATLANTIC
Pinède
La rede para o desenvolvimiento sustentavel das florestas cultivadas do sul da europa.

français espagnol portugais english
IEFC - Forest pests and diseases - Consult - Cas-I-1
Common Forest Pests and Diseases in Europe - Cas-I-1

Balanino

Curculio elephas (Gyllenhal) (Coleoptera, Curculionidae)
Sinónimo: Balaninus elephas

Hospedeiros

Castanheiro (Castanea sativa) e carvalhos (Quercus).

Identificação

  • Frutos com uma cicatriz castanha na base resultante da postura do gorgulho.
  • As castanhas escurecem e caem prematuramente.
  • Presença de larvas brancas (7-12 mm de comprimento) dentro das castanhas. As larvas são curvas em forma de C, ápodes e com cabeça castanha (Fotos 1 e 2).
  • Galerias dentro das castanhas com fezes castanhas e compactas (Foto 1).
  • Frutos com orifícios redondos de saída (2-3 mm) feitos pelas larvas quando abandonam os frutos (Fotos 2 e 3).
  • Possível confusão com lagartas de lepidópteros, que se distinguem pela presença de patas e não são curvas em forma de C, a mais comum é a lagarta das castanhas (Cydia splendana).
  • Os gorgulhos adultos são de cor castanho acinzentado, cerca de 1 cm comprimento, de cabeça pequena e rostro comprido.

Danos

  • Os frutos atacados tornam-se impróprios para consumo e os custos de preparação dos frutos para venda aumentam.
  • As castanhas atacadas são mais susceptíveis ao ataque de fungos.

Biologia

  • Tem uma geração anual.
  • Os gorgulhos adultos estão activos desde Agosto a Setembro, as fêmeas fazem um orifício no ouriço depositando um ovo no seu interior.
  • As larvas alimentam-se das castanhas de Outubro a Novembro.
  • Depois de completar o seu desenvolvimento as larvas abandonam os frutos caídos e enterram-se no solo a uma profundidade de 10-15 cm.
  • As larvas permanecem no solo durante o Inverno e Primavera. A ninfose ocorre de Junho a Agosto.
  • Algumas larvas podem permanecer no solo por mais de um ano permitindo às populações sobreviver a anos de fraca produção de frutos.

Factores de risco

  • Os ataques são mais intensos nos anos de pouca produção precedidos de anos de safra.
  • As plantas sob stress são mais susceptíveis ao ataque.
  • Os cultivares diferem na sua susceptibilidade ao ataque.
  • Cultivares com ouriços providos de escassos espinhos são mais susceptíveis que os que têm ouriços com densa cobertura de espinhos.
  • Os ataques são mais severos em solos esqueléticos, pobres e pedregosos.

Medidas de gestão

Monitorização

  • Amostragem aleatória dos frutos, colocando redes sobre as árvores, para estimar a percentagem de frutos atacados por árvore e por souto.

Medidas preventivas

  • Remover e destruir, o mais cedo possível, os ouriços atacados do chão.
  • Remover infestantes e ervas debaixo das árvores antes da produção de fruto. Isto permite observar e recolher mais facilmente todos os frutos caídos das árvores.
  • A poda das árvores pode favorecer a produção de frutos mais vigorosos.
  • Usar cultivares ou clones mais resistentes se disponíveis.

Meios de luta

  • A mobilização do solo durante o Inverno ou Primavera expõe e consequentemente mata os gorgulhos no solo. Contudo recomenda-se mobilizações pouco profundas (não superiores a 10-15 cm) devendo-se evitar a vizinhança do tronco da árvore, especialmente nas regiões de risco para a Phytophthora.
  • Não há insecticidas registados em Espanha, Portugal ou França para esta espécie.
1. Galerias larvares com fezes compactas e castanhas, com uma larva de gorgulho.
2. Castanhas com orifícios de saída e duas larvas.
3. Castanhas com orifícios de saída feitas pelo balanino.

Fotos : A. Duarte Mil-Homens.


Back to the list