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Pinède
La rede para o desenvolvimiento sustentavel das florestas cultivadas do sul da europa.

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IEFC - Forest pests and diseases - Consult - Pin-F-5
Common Forest Pests and Diseases in Europe - Pin-F-5

Podridão alveolar do pinheiro

Phellinus pini (Basidiomycota, Aphyllophorales).
Sinónimos: Fomes pini, Trametes pini, Xanthocrous pini

Cardimento do pinheiro, ardido ou cardido do pinheiro

Hospedeiros

Pinheiros (Pinus), tsugas (Tsuga), abetos (Picea), laricío (Larix), pseudotsuga (Pseudotsuga menziesii), zimbro (Juniperus) e tuia gigante (Thuja plicata).

Identificação

  • Árvores apresentam-se enfraquecidas, com a folhagem amarelecida e, por vezes, morte progressiva dos ápices (dieback).
  • Presença de estruturas de frutificação lenhificadas do fungo (carpóforos), no tronco e nos ramos. Estas frutificações, de tamanho variável, são em forma de pata de cavalo com a superfície superior castanha avermelhada a negra, zonada e sulcada (Fotos 1 e 2). Em contraste, a superfície inferior, vulgarmente designada por superfície dos poros, é castanha amarelada e com poros geralmente angulares ou sinuosos.
  • A madeira cortada apresenta inicialmente laivos avermelhados com incrustações de bolsas esbranquiçadas de lenho apodrecido separadas por lenho aparentemente são (Foto 3). A progressão da podridão desenvolve-se longitudinalmente, radial e transversalmente (Foto 4).
  • Podridão branca alveolar do cerne.

Danos

  • A qualidade da madeira é reduzida. Por vezes a madeira é muito resinosa.
  • O lenho apodrecido pode estender-se a 10 metros ou mais, tornando grande parte da madeira inutilizável.
  • As árvores atacadas podem sobreviver durante muitos anos, mas a sua resistência mecânica fica muito diminuída.

Biologia

  • Os esporos (basidiósporos) formados nos carpóforos durante todo o ano são disseminados pelo vento e penetram através de feridas no tronco e nos ramos.
  • Os períodos de maior produção de esporos são na Primavera e no Outono.
  • O fungo desenvolve-se lentamente no cerne (5-10 cm /ano).
  • O fungo vai desenvolver-se no cerne provocando podridão branca alveolar
  • As árvores podem sobreviver ainda alguns anos após o desenvolvimento da podridão (infecção secundária).

Factores de risco

  • As árvores mais velhas são as mais susceptíveis a esta doença.
  • Os pinhais mais afectados por este fungo situam-se muitas vezes em zonas onde se efectua resinagem.

Medidas de gestão

Medidas preventivas

  • Evitar ferir as árvores durante as operações culturais.
  • Nas árvores com valor ornamental deverão proteger-se as feridas com pastas fungicidas como, por exemplo, com um pó molhável de oxicloreto de cobre.

Meios de luta

  • Controlo biológico com Ascocoryne sarcoides está a ser aplicado com sucesso no Canadá, mas este produto não está homologado em Portugal.
Foto 1: Carpóforo jovem de Phellinus pini no tronco.
Foto 2: Carpóforo perene lenhificado.
Foto 3: Secção transversal do tronco infectado por Phellinus pini.
Foto 4: Madeira afectada mostrando leivos de cor vermelha a castanha e pequenas bolsas em forma de lente.

Fotos : F. Caetano.


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