Common Forest Pests and Diseases in Europe - Pin-I-9

Bóstico grande

Ips sexdentatus (Bömer) (Coleoptera, Scolytidae)
Sinónimo: Dermestes sexdentatus

Hospedeiros

Principalmente espécies do género Pinus mas também ocorre noutras coníferas como em Pseudotsuga (Pseudotsuga menziesii).

Identificação

  • Copa descolorida (no início as agulhas ficam amareladas e posteriormente adquirem uma coloração castanho avermelhada.
  • Presença de serrim amarelo/alaranjado no tronco, nos orifícios de entrada dos insectos (no período de Março/Abril a Setembro/Outubro) (Foto 1). Por vezes, no orifício de entrada do insecto também se encontra resina.
  • Presença de galerias subcorticais (Foto 2). O sistema de galerias é muito típico, tipo estrelado, apresentando 2-5 galerias principais (galerias de postura) de comprimento muito variável que podem chegar a medir 1 m ou mais.
  • No sistema de galerias podem encontrar-se larvas (brancas e em forma de C), pupas ou jovens adultos (imaturos) (Foto 3). Os imaturos são de coloração amarelo acastanhada e os adultos maturos apresentam o corpo castanho escuro, quase negro e possuem élitros estriados.
  • Os insectos têm um comprimento de 5-8 mm apresentando um declive apical com seis pares de dentes (Foto 4).

Danos

  • Provoca redução no crescimento das árvores
  • Ataca normalmente árvores debilitadas causando-lhes frequentemente a morte. Em populações elevadas, ataca árvores vigorosas podendo igualmente causar-lhes a morte.
  • É responsável pela transmissão do fungo causador do azulado da madeira.

Biologia

  • Apresenta 2 a 3 gerações por ano. Em cada geração, os adultos podem reemergir duas a três vezes podendo originar gerações irmãs.
  • Os adultos voam de fim de Março/Abril até Dezembro, apresentando picos de voo variáveis com as condições climáticas.
  • É uma espécie polígama. Os machos abrem um orifício de entrada e atraem várias fêmeas. A partir da câmara nupcial, cada fêmea abre uma galeria onde vai depositando os ovos, em entalhes abertos para o efeito.
  • Os machos e as fêmeas emitem uma feromona de agregação que possibilita o ataque em massa.
  • Os imaturos fazem a maturação sexual no sistema de galerias em que nasceram.
  • As larvas, pupas e adultos hibernam debaixo da casca das árvores.
  • Normalmente, o bóstrico grande ataca árvores debilitadas, no entanto, em caso de grandes densidades populacionais, pode igualmente atacar árvores vigorosas.

Factores de risco

  • As árvores em stress são mais susceptíveis ao ataque. Os anos prolongados de seca, a ocorrência de fogos florestais e as tempestades são factores favoráveis para o desenvolvimento desta praga
  • A manutenção na mata ou em áreas circundantes de árvores partidas e afogueadas bem como toros com casca são factores que contribuem para o aumento da populações do bóstrico grande e consequentemente aumentam o risco de ataque às árvores vigorosas.

Medidas de gestão

Monitorização

  • Utilização de armadilhas iscadas com feromonas sintéticas
  • Utilização de árvores armadilhas (renovadas frequentemente).

Medidas preventivas

  • Não deixar permanecer no pinhal árvores recentemente cortadas no período de Março a Outubro
  • Remover árvores partidas e afogueadas, principalmente de Março a Outubro.

Meios de luta

  • Portugal: Não são aplicados insecticidas no combate ao bóstrico grande.
  • Espanha: Aplicação de Alfa-cipermetrina, Deltametrina e Fenitrotião na madeira infestada em estaleiro para prevenir o ataque às florestas circundantes.
  • França: Aplicação de Alfametrina ou Deltametrina na madeira infestada em estaleiro para prevenir o ataque às florestas circundantes (a utilização destes produtos é proibida na floresta).
Foto 1: Serrim no oríficio de entrada do insecto.
Foto 2: Galeria de Ips sexdentatus.
Foto 3: Pupa de Ips sexdentatus.
Foto 4: Adulto de Ips sexdentatus.

Fotos : 1 & 4: Inge van Halder; 2 & 3: Doutora Maria Corinta Ferreira.


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