Common Forest Pests and Diseases in Europe - Pin-F-6

Podridão do cerne

Heterobasidion annosum (Basidiomycota, Aphyllophorales)
Sinónimos: Fomes annosus, Fomitopsis annosa, Polyporus annosus, Ungulina annosa Estado assexuado: Spiniger meineckellus Sinónimos: Oedocephalum lineatum, Oedocephalum meineckella
Podridão anosa

Hospedeiros

Várias espécies de pinheiro: pinheiro-silvestre (P. sylvestris), pinheiro-bravo (P. pinaster), P. nigra ssp. laricio, P. uncinata e P. taeda. Espruces (Picea), abetos (Abies) e pseudotsugas (Pseudotsuga).

Identificação

  • Declínio lento em árvores idosas com redução do crescimento dos lançamentos e comprimento das agulhas, acabando muitas vezes pela seca completa. Nas árvores jovens, a morte ocorre mais rapidamente, observando-se uma alteração da cor da folhagem com passagem a vermelho e depois a castanho.
  • Inicialmente, morte de árvores isoladas e mais tarde a doença alastra às árvores vizinhas segundo um círculo cada vez maior. Nos cepos e árvores mortas observa-se a presença de carpóforos (Fotos 1 e 2), muitas vezes parcialmente encobertos por detritos ou vegetação.
  • Carpóforos de consistência suberosa em forma de concha semi-circular, com a superfície superior de cor acastanhada, aveludada e lisa e com a idade zonada e rugosa. A superfície inferior é esbranquiçada-creme e porosa.
  • No colo da árvore presença de um micélio branco por baixo da casca (Foto 3).
  • A identificação do fungo é da competência de laboratório da especialidade.

Danos

  • As árvores atacadas acabam muitas vezes por morrer, especialmente os pinheiros.
  • A mortalidade é mais frequente em povoamentos jovens após a primeira desrama (15-20 anos de idade). A expansão dos centros de infecção muitas vezes pára em povoamentos com 40-50 anos.
  • Em abetos e pseudotsugas a doença provoca uma podridão do cerne e morte das árvores. Nos espruces a doença apenas provoca podridão do cerne e a consequente depreciação da madeira.

Biologia

  • H. annosum é um patogénio primário dos pinheiros (colonizando árvores sãs). Frequentemente é responsável pela morte das árvores, independentemente da presença de factores de stress.
  • Basidiósporos são produzidos todo o ano desde que as temperatures oscilem entre 5°C e 32°C. A sua disseminação é feita pelo vento.
  • A germinação dos esporos ocorre somente em contacto com tecidos frescos de toiças ou feridas nas raízes.
  • Após a penetração, dá-se a colonização das toiças e do sistema radicular por um micélio branco.
  • O micélio pode passar às árvores vizinhas por contacto radicular ou enxertia.
  • Após a morte da árvore o fungo pode sobreviver nos toiças e raízes mortas, pelo menos 50 anos.

Factores de risco

  • Solos arenosos ou com baixo teor de matéria orgânica. Os estragos são menores em solos relativamente ricos em argila ou material orgânica.
  • Solos com pH elevado.

Medidas de gestão

Medidas preventivas

  • Utilizar compassos de plantação largos para evitar contacto entre raízes e a necessidade de limpezas.
  • Em solos arenosos, pobres e bem drenados (maior factor de risco) plantar espécies menos susceptíveis a H. annosum, incluindo espécies caducifólias.
  • Isolar os ‘centros de doença’ através da abertura de uma vala com pelo menos 1m de profundidade para isolar as raízes atacadas das raízes sãs.
  • Minimizar os desbastes e desramações e efectuá-los somente na época em que os espores são menos abundantes (inverno ou verão).
  • Para prevenir a infecção pelos esporos, aplicar nas toiças Phlebiopsis gigantea.
  • Para prevenir a infecção pelos esporos, aplicar nas toiças ureia ou fertilizantes à base de borato.

Meios de luta

  • Não existem fungicidas homologados para esta doença.
Foto 1: Frutificação de H. annosum numa toiça.
Foto 2: Frutificação de H. annosum, vista de baixo.
Foto 3: Presença de micélio branco por debaixo da casca, ao nível basal de uma árvore morta.

Fotos : Brigitte Lung


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